terça-feira, setembro 11, 2007

11 de Setembro 2001, fotografado pela Magnum

No post de ontem, Joel Meyerowitz, um nova iorquino de gema estava em Cape Cod no dia 11 de Setembro, fotografou Manhattan poucos dias antes, ainda com as torres, e fotografou Manhattan depois, a limpeza dos destroços das torres no ground zero, Manhattan sob a tragédia só a viu em filme. Dos fotógrafos da Magnum que estavam em Nova Iorque nenhum foi a tempo de fotografar o ataque dos aviões, nem mesmo os dezoito minutos de intervalo foram suficientes, quando olharam já ambas as torres ardiam.

Passado oito semanas do ataque, a Magnum editou o livro New York September 11, Magnum Photographs.

Neste post o testemunho desse dia pelos fotógrafos da Magnum: Susan Meiselas, Larry Towell, Thomas Hoepker, Steve McCurry e Gilles Peress.

Steve McCurry, avisado do que acontecia subiu para o telhado e comenta mais tarde: “I have an unobstructed view of all of downtown from the top of my building…I had seen these buildings every day from my window, to have them crumble, it’s like ripping your heart out”.

Steve McCurry, Magnum, 9/11
Nunca imaginou ver as duas torres em chamas. À noite vai para o local e ignora as barricadas montadas pela polícia, mesmo correndo riscos não quer deixar de fotografar os bombeiros que tentam apagar o fogo.
Steve McCurry, Magnum, 9/11
Steve McCurry, Magnum, 9/11

Susan Meiselas não quer acreditar no que se passa, acorda Larry Towell, colega hospedado em sua casa para o meeting anual da agência. De bicicleta vai para o local, já o segundo avião se despenhara na segunda torre gémea. Meiselas chega a tempo de fotografar a fuga das pessoas com a queda da torre 2 marcavam 9:55 a.m. a outra cairia às 10:29 a.m.
“As I tried to get through the police barricades on Church Street, the first tower began to implode. People screamed and ran; some ran straight into me.
Susan Meiselas, Magnum, 9/11
Later, I came across a sculpture (of a business man sitting with his attache case) near the World Trade Center. He sat all alone, covered with debris, seeming stand for all those who were gone”.

Larry Towell segue a pé, o único a fotografar a preto e branco. Não sabe como focar pelo intenso fumo e pó, e não sabe o que focar, tal a tragédia que se desenrola à sua volta, decide focar as pessoas.
Larry Towell, Magnum, 9/11
“A policeman runs from ground zero after the attack of World Trade Center”
Larry Towell, Magnum, 9/11
“A dazed man picks up a paper that was blown out of the towers”.

Thomas Hoepker,
Thomas Hoepker, Magnum, 9/11
fica preso no trânsito, acaba por tirar as fotografias do local onde ficou, em Manhattan Bridge. O seu testemunho : “The subway wasn’t running and traffic was so heavy on second Avenue, I decided to cross the Queensboro Bridge. It looked like an exodus-people fleeing a doomed city.
Thomas Hoepker, Magnum, 9/11
It was like a Hitchcock movie shot in bright daylight, where something horrible is looming, but you don’t know what. Lower Manhattan had disappeared behind a black veil of smoke. I’d never seen the city like this loomisday feeling. It looked like the whole city was in flames”.
Thomas Hoepker, Magnum, 9/11

Gilles Peress, fotografa as pessoas a fugirem da cidade pela Brooklyn Bridge,
Gilles Peress, Magnum, 9/11
depois chega ao local, e centra-se no trabalho dos bombeiros, no controlo do fogo e na assistência paramédica.
Gilles Peress, Magnum, 9/11
Gilles Peress, Magnum, 9/11

Faz hoje seis anos, e o Ground Zero continua sem torres, improvisou uma pequena piscina onde familiares e amigos prestam mais uma homenagem às vítimas dos ataques.
Agência Reuters, 9/11, 2007

1 comentário:

António Bracons disse...

Em diferentes lugares, em diferentes espaços, por sorte ou por acaso, as imagens complementam-se e dão o registo, a imagem, não só da 'notícia', do 'acidente', mas da própria cidade - quantas vezes no momento esquecida pelo impacto (passe o termo) da notícia e do evento, que captam toda a atenção e olhares.

E o olhar do post, panorâmico e detalhado, como sempre, fabuloso. Não esqueço o post de 10.9...

Obrigado, mais uma vez

António Bracons