Lewis Hine, Men at work, 1932, Lote 31 est. 5,000 - 8,000 dólares

Simultaneamente, no mesmo dia, duas grandes colecções de fotografias serão também leiloadas, uma pertence a Gert Elfering e a outra a Bruce e Nancy Berman.
O interesse pelos livros fotográficos, em leilões desta dimensão, é recente. A Christie’s, que há mais de dez anos organiza leilões de fotografias, só em Maio de 2006 iniciou leilões de livros fotográficos. Nesse primeiro leilão, Philippe Garner, director do departamento de fotografia da Christie’s explicava o seguinte: “O mercado da fotografia já existe há mais de 10 anos. Como consequência as fotografias estão cada vez mais caras. O coleccionador comum já não tem orçamento para constituir uma colecção de fotografias. O fotolivro é uma alternativa, para uma nova colecção”. Garner preparara bem o leilão pois dois dias antes propunha : “The renowned photographer and author Martin Parr will deliver a lecture on photobooks at Christie’s King Street on 16 may 2006 at 6:30 pm.”
Em Janeiro do ano passado neste post “Fotolivro: um novo mercado emergente” escrevia: Os motivos que levam os privados a coleccionar são diversos. Há quem coleccione por paixão, outros coleccionam por vício, outros como investimento financeiro, outros como uma aposta, outros ainda para “ intervir no mercado com a necessidade de ter grande visibilidade social e mediática”, e outros coleccionam por muitas outras razões, ou misturam as razões anteriores em doses diferentes.
Há mais de vinte anos que compro livros fotográficos. Paixão? vício?, certamente, mas o certo é que nunca comprei arriscando, ou seja esperando uma futura valorização. Em 2005, na feira Paris Photo percebi o interesse crescente de coleccionadores por livros fotográficos. O número de editores na feira aumentara, e no stand da livraria Chambre Claire, o livro, o primeiro volume “The Photobook: A History”, 2004, de Martin Parr e Garry Badger, estava cheio de post-it que marcavam alguns dos livros que a livraria vendia.
Sem referências, os investidores não arriscam. Agora nos catálogos de vendas de livros fotográficos é comum ler-se: “Répertorié dans le Parr e Badger”.
Na revista Beaux Arts, Novembro 2005, Denis Ozanne, um marchand de arte comentava: “O livro “The Book of 101 Books” de Andrew Roth, 2001, deu ao mercado alguma bibliografia sobre os fotolivros, mas não o suficiente. Com o livro de Parr e Badger os coleccionadores debatem-se por encontrar os livros citados. Cela devient de la folie”.
Em Agosto de 2006, na revista Modern Painters, um dos artigos tinha como título: “Pump Up the Volumes: Testing the new market for vintage photography books”.
É de facto a verdadeira loucura.
Em Portugal o primeiro volume de “The Photobook: A History”, não passou desapercebido, e Alexandre Pomar, no jornal Expresso, 15 de Janeiro de 2005,


Agora vou contar uma história ao leitor:
Em Junho de 2003 uma revista generalista americana, Atlantic Monthly, publicou um artigo “Photography and Forgery: the Lewis Hine scandal”.

Não sendo considerado um fotógrafo artístico, os preços das suas fotografias não atingiam, nos finais de 70, os preços de um Man Ray ou Alfred Stieglitz.
Em Outubro de 1999 a Association of International Photography Art Dealers, enviava aos seus sócios uma carta referindo que centenas de provas fotográficas de Lewis Hine, vendidas em galerias e leilões, eram de proveniência duvidosa. Era o escândalo, e o rumor circulou depressa. Walter Rosenblum, o respeitado coordenador e professor do departamento de fotografia durante vinte anos no Brooklyn College, o autor, em conjunto com a mulher Naomi, da conhecida “A World History of Photography”, 1984,








Lewis Hine é um grande fotógrafo e “America and Lewis Hine”, 1977 e “The Lewis Hine Document”, 1977, foram das minhas primeiras compras.
Quem será o coleccionador privado que agora vende esta fabulosa colecção de livros fotográficos?
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Hoje, nas profundezas da região, inacessíveis até agora, julga o Homem, encontrar uma nova jazida de energia, gás, petróleo e hidrocarbonetos, do bacalhau já não se fala.
quando fechado transforma-se em lixeira, um alerta para o nosso planeta doente.
Em Julho do ano passado inaugurou em Roterdão um museu da fotografia, 




