O Institute for Contemporary Art de Boston tem em exibição uma grande retrospectiva do trabalho deste artista fotógrafo. Click aqui para ver o slide show.
DiCorsia trabalha na fronteira entre o real e a ficção, e é habilidoso em estimular a nossa imaginação através dos detalhes, como ele próprio refere “the more specific the interpretation suggested by a picture the less happy I am with it”. Tiradas em contextos que nos são familiares, cenas do quotidiano banal, diCorsia através de uma luz artificial meticulosamente construida e dos detalhes que escolhe, faz com que as suas fotografias transcendam o real e entrem no mundo ficcional do cinema. As cenas que nos são familiares, transformam-se pelos efeitos artificiais da luz em cenas que nos causam estranheza.

Philip-Lorca diCorsia, Brian, 1988, 50,8 x 61cm
No início, amigos e familiares serviam de figurantes, pouco depois diCorsia abre-se ao mundo exterior. Primeiro as cidades americanas,

Philip-Lorca diCorsia, Los Angeles, 1998
depois as
grandes cidades de todo o mundo. As fotografias da série “StreetWork” dão-nos o retrato psicológico dos transeuntes dessas cidades cosmopolitas. Com um flash escondido do olhar de quem passa, diCorsia fotografou anónimos sempre absorvidos nos seus papeis. É o isolamento no turbilhão da cidade, e nós os que olhamos, sentimo-nos “voyeurs”.
grandes cidades de todo o mundo. As fotografias da série “StreetWork” dão-nos o retrato psicológico dos transeuntes dessas cidades cosmopolitas. Com um flash escondido do olhar de quem passa, diCorsia fotografou anónimos sempre absorvidos nos seus papeis. É o isolamento no turbilhão da cidade, e nós os que olhamos, sentimo-nos “voyeurs”.Pelo trabalho que efectuou para algumas revistas de viagem e moda, diCorsia aprendeu a representar a realidade.

Philip-Lorca diCorsia, "W"September #3, 1999
Philip-Lorca diCorsia, September #12, 2001Outras vezes diCorsia paga aos figurantes e no título da obra revela a quantia.
Philip-Lorca di Corcia, Eddie Anderson, 21 years old, Houston Texas, $20 Se a estranheza das suas fotografias é causada pela ressonância que as suas imagens têm com o cinema, o quotidiano banal é baseado nos códigos tradicionais da fotografia, na tradição documental de Walker Evans, Harry Callahan, Robert Frank, ....

Philip-Lorca diCorsia, New York, 1996

Philip-Lorca diCorsia, Hartford, 1986
A sua fotografia é uma reinterpretação do documental à luz duma perspectiva ficcional e cinematográfica.
Em Maio/Junho de 2005, o Centro de Artes Visuais de Coimbra, CAV, numa co-produção com a Whitechael Gallery, mostrou “Storybord Life”, fotografias que diCorsia realizou ao longo de 1975-99.
Uma curiosidade, de 14 a 17 de Junho o Institute for Contemporary Art de Boston propõe uma semana do novo cinema português, para ver os filmes que lá irão passar click aqui.
Em Maio/Junho de 2005, o Centro de Artes Visuais de Coimbra, CAV, numa co-produção com a Whitechael Gallery, mostrou “Storybord Life”, fotografias que diCorsia realizou ao longo de 1975-99.
Uma curiosidade, de 14 a 17 de Junho o Institute for Contemporary Art de Boston propõe uma semana do novo cinema português, para ver os filmes que lá irão passar click aqui.
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